A hipertensão arterial, conhecida como pressão alta, acontece quando a pressão exercida pelo sangue sobre as paredes das artérias permanece elevada. Com o tempo, essa pressão pode prejudicar os vasos sanguíneos e sobrecarregar órgãos importantes, como o coração, o cérebro e os rins.
É uma doença crônica que pode ser controlada com acompanhamento médico, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, uso de medicamentos.
Qual é a relação entre pressão alta e os rins?
A pressão alta pode danificar os pequenos vasos sanguíneos responsáveis pela filtragem do sangue nos rins. Quando esses vasos são prejudicados, os rins podem perder gradualmente sua capacidade de funcionar.
Ao mesmo tempo, uma doença renal também pode dificultar o controle da pressão. Por isso, hipertensão e problemas renais podem estar ligados e precisam ser acompanhados com atenção.
Quais são os sintomas?
Na maioria das vezes, a hipertensão não causa sintomas. Por isso, é frequentemente chamada de doença silenciosa.
Quando a pressão sobe muito, algumas pessoas podem apresentar:
- Dor de cabeça;
- Tontura;
- Visão embaçada;
- Fraqueza;
- Falta de ar;
- Dor no peito;
- Palpitações;
- Zumbido no ouvido;
- Sangramento pelo nariz.
A ausência de sintomas não significa que a pressão esteja normal. A única forma de saber é medi-la regularmente.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico não deve ser feito com base em apenas uma medição isolada. O profissional de saúde pode verificar a pressão em diferentes dias e horários.
Em alguns casos, também pode solicitar o acompanhamento da pressão em casa ou exames que registram as medidas ao longo do dia e da noite.
Além disso, exames de sangue e de urina ajudam a avaliar se a hipertensão já afetou os rins ou outros órgãos.
Quem apresenta maior risco?
A hipertensão é mais comum em pessoas com:
- Histórico familiar de pressão alta;
- Idade mais avançada;
- Excesso de peso;
- Alimentação rica em sal;
- Sedentarismo;
- Diabetes;
- Doença renal;
- Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- Uso de tabaco;
- Estresse frequente.
Alguns fatores não podem ser modificados, como a idade e o histórico familiar. Outros podem ser controlados por meio de hábitos mais saudáveis.
Como controlar a pressão arterial?
O tratamento é definido de forma individual pelo médico e pode incluir:
- Redução do consumo de sal;
- Alimentação equilibrada;
- Controle do peso;
- Prática regular de atividade física;
- Abandono do cigarro;
- Redução do consumo de bebidas alcoólicas;
- Controle do diabetes e do colesterol;
- Uso correto dos medicamentos prescritos;
- Medição regular da pressão.
Os medicamentos não devem ser interrompidos ou alterados por conta própria, mesmo quando a pressão estiver normal. Muitas vezes, ela está controlada justamente porque o tratamento está funcionando.
Quando procurar ajuda?
Procure avaliação médica quando a pressão estiver frequentemente elevada ou quando houver dificuldade para controlá-la, mesmo com o uso correto dos medicamentos.
Busque atendimento de urgência quando uma pressão muito alta estiver acompanhada de:
- Dor forte no peito;
- Falta de ar;
- Confusão mental;
- Desmaio;
- Fraqueza ou perda de força em um lado do corpo;
- Dificuldade para falar;
- Alteração importante da visão;
- Dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual;
- Diminuição acentuada da urina;
- Inchaço súbito.
Esses sinais podem indicar comprometimento do coração, do cérebro, dos rins ou de outros órgãos e precisam de avaliação imediata.
Por que o acompanhamento é importante?
Quando não é controlada, a hipertensão aumenta o risco de infarto, derrame, insuficiência cardíaca e perda da função dos rins.
Medir a pressão regularmente, fazer os exames solicitados e seguir corretamente o tratamento são atitudes essenciais para proteger a saúde e evitar complicações.
Importante: este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica.
