A definição para os anabolizantes usados atualmente de forma indiscriminada é "Esteroides Anabolizantes Androgênicos" (EAA) - em inglês Anabolic–androgenic steroids (AAS) ou, mais amplamente, "Drogas para Melhoria de Performance e Imagem" (PIEDs - Performance and Image Enhancing Drugs).

Esteroides Anabolizantes Androgênicos (EAA)

Os EAA são uma classe de hormônios que incluem a testosterona endógena e derivados sintéticos que possuem propriedades tanto anabólicas (construção de tecido muscular) quanto androgênicas (desenvolvimento de características sexuais masculinas). 

Os EAA são classificados com base em modificações estruturais da molécula de testosterona que que modificam sua meia-vida, biodisponibilidade, via de administração e perfil de toxicidade.

Características moleculares:

  • Derivados sintéticos do hormônio masculino testosterona
  • Moléculas lipofílicas que atravessam membranas celulares
  • Ligam-se a receptores androgênicos intracelulares
  • Promovem transcrição de DNA e síntese proteica 

Drogas para Melhoria de Performance e Imagem" (PIEDs - um termo geral que engloba uma variedade de produtos incluindo esteroides anabolizantes, estimulantes, hormônios de crescimento e outras drogas que alteram as funções corporais para aumentar massa muscular, reduzir gordura corporal e promover perda de peso. 

Problema de qualidade: Composição, dosagem, miscelânea.

Estudo clínico avaliando PIEDs confiscados na Itália no período de 2017-2019, com análise de mais de 400 produtos revelou: 

  • 15% tinham composição completamente diferente da declarada no rótulo
  • 10% apresentavam contaminação cruzada com outras drogas (principalmente ésteres de testosterona)
  • 11% não tinham rótulo (composição desconhecida)
  • Frequentemente continham misturas de múltiplas substâncias

No Brasil, a comercialização e a prescrição de esteroides anabolizantes são rigorosamente controladas pela ANVISA. Desde abril de 2023, a resolução nº 2.333/2023 do Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe a prescrição de esteroides anabolizantes para fins estéticos, ganho de massa muscular e melhoria de desempenho esportivo. A venda clandestina ou a prescrição irregular dessas substâncias são consideradas crimes, com penas comparadas às do tráfico de drogas.

O Código de Conduta Ética do Comitê Olímpico Brasileiro também proíbe o uso de terapias para melhoria do desempenho físico na prática esportiva, embora existam relatos do uso de esteroides anabolizantes e hormônio do crescimento em jovens atletas, mesmo em categorias de base.

Apesar de proibidos, o uso de hormônios esteroides segue sendo uma prática, bem como a proliferação no Brasil de cursos de extensão, educação continuada e pós-graduação sobre terapias hormonais voltadas à estética e ganho de massa para desempenho esportivo com objetivos meramente comerciais.

Inúmeras e robustas evidências enfatizam os riscos potenciais na administração de doses inadequadas de hormônios anabolizantes, o que pode ocorrer mesmo em doses terapêuticas, principalmente nos casos em que a deficiência hormonal não foi diagnosticada apropriadamente, conforme as diretrizes e recomendações em vigor.

Deve sempre ser feito o cálculo da testosterona livre, através da dosagem da proteína ligadora de hormônios sexuais a SHBG e da dosagem de albumina sérica, para avaliação da fração ativa do hormônio, pois em alguns casos, como a obesidade, o valor total pode estar inapropriadamente baixo, porém em decorrência da redução da SHBG.

Indicações formais (doses fisiológicas)

Os EAA têm indicações clínicas legítimas e limitadas, incluindo:

  • Hipogonadismo masculino (indicação principal)
  • Caquexia associada a doenças crônicas: HIV/AIDS, câncer, queimaduras graves, insuficiência renal e hepática
  • Anemias: associadas a leucemia ou insuficiência renal
  • Osteoporose (densidade óssea)
  • Angioedema hereditário
  • Síndromes de falência medular
  • Retardo constitucional do crescimento (em crianças, sob supervisão rigorosa)
  • Reabilitação pós-fratura de quadril em idosos 

Essas indicações utilizam doses fisiológicas ou de reposição, diferindo completamente do uso recreativo, no qual são empregadas doses frequentemente 10 a 100 vezes superiores às terapêuticas.

Seguimento e acompanhamento periódico de doses, exames laboratoriais e efeitos adversos.

Características do uso não-terapêutico

  • Doses suprafisiológicas: Muito superiores às doses terapêuticas
  • Uso sem indicação médica: Principalmente para ganho muscular e melhoria estética
  • Múltiplas substâncias simultaneamente: Prática comum chamada "stacking"
  • Ciclos: Períodos alternados de uso e abstinência

Características das populações usuárias

  • Atletas recreacionais e amadores
  • Frequentadores de academias e fisiculturistas
  • Não mais limitado a atletas de elite
  • Fenômeno que se tornou questão de saúde pública

Motivações para uso

  • Melhoria de performance física
  • Preocupação com imagem corporal
  • Busca por "corpo perfeito" em sociedade que perpetua esse ideal
  • Pode estar associado a transtorno dismórfico corporal (TDC) e dismorfia muscular

A testosterona é o esteroide anabolizante mais utilizado - 96% dos usuários a incluem em seus ciclos. É considerada a base da maioria dos protocolos de abuso.

Altamente aromatizável, convertendo-se em estradiol, causa efeitos estrogênicos como ginecomastia e retenção hídrica. Forte supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. 

Formulações mais comuns:

  • Testosterona enantato (Delatestryl): Éster de ação prolongada, meia-vida ~4-5 dias
  • Testosterona cipionato (Depo-Testosterone): Similar ao enantato
  • Testosterona propionato (Testrex): Éster de ação curta, meia-vida ~2 dias
  • Testosterona undecanoato (Nebido): Éster de ação muito prolongada
  • Suspensão de testosterona (base aquosa): Ação imediata

Trenbolona52% dos usuários, segundo anabolizante mais comum.  

  • Trenbolona enantato e trenbolona acetato 
  • Originalmente desenvolvida para uso veterinário
  • Não aromatiza, mas possui forte atividade progestogênica
  • Potência anabólica ~5x maior que testosterona
  • Efeitos colaterais neuropsiquiátricos proeminentes (agressividade, insônia, ansiedade)
  • Efeitos cardiovasculares graves (hipertrofia ventricular, dislipidemia severa)
  • Nefrotoxicidade documentada

TABELA DE ESTEROIDES ANABOLIZADES


imagem5

A frequência de uso dos esteroides anabolizantes foi baseada em estudos observacionais e pode variar conforme país, época e população estudada.

55-80% dos usuários utilizam medicações para prevenir ou tratar efeitos colaterais durante os ciclos.

Substâncias Ancilares:

Anti-estrogênicos:

  • Tamoxifeno: 23% dos usuários - modulador seletivo de receptor de estrogênio 
  • Anastrozol: 22% dos usuários - inibidor de aromatase 
  • Usados para prevenir ginecomastia e retenção hídrica

Gonadotrofina coriônica humana (hCG)26% dos usuários 

  • Usada durante ou após ciclos para prevenir atrofia testicular
  • Estimula produção endógena de testosterona

Terapia pós-ciclo (PCT)80% realizam 

  • Duração mediana: 4 semanas (1-8 semanas)
  • Mediana de 2 agentes (1-4)
  • Objetivo: restaurar eixo HPG

Outros PIEDs:

  • Hormônio do crescimento (GH): 21% dos usuários 
  • Clembuterol: 19% dos usuários - β2-agonista, usado para "queima de gordura" 
  • Insulina
  • Hormônios tireoidianos

EPIDEMIOLOGIA

O uso ilícito dos anabolizantes esteroides androgênicos representa um problema de saúde pública, com estimativas de 2-3% da população masculina europeia e americana tendo usado EAA pelo menos uma vez.

 Dados de grandes estudos nacionais americanos indicam:

Monitoring the Future (MTF) - 2018:

  • Uso ao longo da vida: 1,1% (8ª série), 1,2% (10ª série), 1,6% (12ª série)
  • Pico histórico: 3-4% entre 2000-2002
  • Redução de aproximadamente 50% desde o pico

Youth Risk Behavior Survey (YRBS) - 2017

  • Prevalência geral: 2,9% (uso ao longo da vida)
  • Pico histórico: 5% em 2001
  • Importante: há preocupação de que o termo "esteroides" seja vago e possa ser confundido com corticosteroides ou suplementos, levando a superestimação 

Estimativas populacionais gerais: Aproximadamente 1 em cada 8 usuários de anabolizantes inicia o uso antes dos 18 anos

Homens reportam prevalências consistentemente maiores que mulheres (~1,6%), embora a prevalência em mulheres esteja aumentando.

Orientação Sexual:

Minorias sexuais apresentam disparidades alarmantes no uso de anabolizantes: 

  • Meninos negros de minorias sexuais: ~25%
  • Meninos hispânicos de minorias sexuais: ~20%
  • Meninos brancos de minorias sexuais: ~9%
  • Meninos heterossexuais: taxas significativamente menores

Essas disparidades são desproporcionalmente maiores em minorias sexuais negras e hispânicas.

Perfil dos Usuários Jovens

Motivação principal: A maioria dos usuários não são atletas competitivos. A dismorfia muscular ("megarexia") é o principal fator de risco, indicando que o uso visa primariamente aparência muscular, não performance atlética.

  • Indivíduos recreacionalmente ativos (15-24 anos) têm maior probabilidade de usar anabolizantes que atletas em esportes organizados 
  • Frequentadores de academias: 3,5-80% (variação ampla) 
  • Atletas de elite: 9-67% 
  • Maior prevalência: halterofilistas, powerlifters e fisiculturistas (33,3-79,5%) 

Fatores de risco associados: 

  • Atividades relacionadas a fitness
  • Preocupações com peso (percepção de estar muito abaixo ou acima do peso)
  • Preferência sexual e identidade de gênero
  • Participação em esportes não organizados
  • Problemas de imagem corporal
  • Raiva aumentada

Comorbidades em Saúde Mental

Estudo populacional islandês com 10.259 jovens (idade média 17,3 anos) revelou associações alarmantes entre uso de anabolizantes e saúde mental: 

Prevalência: 1,6% dos jovens islandeses

Problemas de saúde mental (comparado a não-usuários, p<0,05): 

  • Mais problemas de raiva
  • Mais ansiedade
  • Mais depressão
  • Autoestima mais baixa
  • 30% dos usuários tentaram suicídio vs 10% dos não-usuários (diferença altamente significativa)
  • Maior probabilidade de usar medicamentos para problemas de saúde mental
  • Maior probabilidade de abuso de outras substâncias

Limitações dos Dados Epidemiológicos

Subnotificação significativa: 56% dos usuários não revelariam o uso aos médicos.

Atletas podem ser relutantes em discutir uso mesmo com garantia de anonimato.

O USO ATUAL DOS ANABOLIZANTES tem sido considerado uma epidemia devido à disponibilidade através de internet/pedidos por correio e laboratórios clandestinos

POTENCIAIS COMPLICAÇÕES DO USO DE ESTERÓIDES ANABOLIZANTES ANDROGÊNICOS

Relacionados ao tempo de uso, dose, tipo de esteroide anabolizante, apresentação e uso concomitantes com outras medicações como os PIEDs. Alguns efeitos podem ser reversíveis com a suspensão, porém outros são permanentes.

figura1

Endócrinas e metabólicas

figura2

  • Supressão do eixo hipotálamo-hipófise-testicular com hipogonadismo induzido (ASIH)
  • Infertilidade por supressão da espermatogênese
  • Síndrome metabólica: hipertensão, baixo HDL, triglicerídeos elevados, glicemia de jejum alterada
  • Ginecomastia em homens, atrofia testicular

Hepáticas

  • Colestase, peliose hepática, adenomas
  • Elevação de transaminases hepáticas
  • Hepatotoxicidade (dose-dependente) - hepatocarcinoma?

Musculoesqueléticas

  • Fechamento prematuro das placas de crescimento epifisárias em adolescentes (comprometimento da estatura final)
  • Rupturas musculares e tendinosas

Psiquiátricas e comportamentais

  • Alterações de humor, agressividade
  • Déficits neurocognitivos
  • Redução do volume cerebral

Infecciosas

  • Risco de HIV, hepatite B e C por compartilhamento de agulhas
  • Abscessos musculares, sepse

COMPLICAÇÕES CARDIOVASCULARES

Complicações cardiovasculares com associação consistente na literatura

  • Infarto agudo do miocárdio
  • Cardiomiopatia
  • Insuficiência cardíaca
  • Arritmias, incluindo fibrilação atrial
  • Eventos tromboembólicos venosos
  • Morte súbita cardíaca

Alterações estruturais e funcionais

  • Hipertrofia ventricular esquerda e aumento da massa ventricular
  • Redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo
  • Regurgitação valvar
  • Redução da elasticidade arterial
  • Hipertensão arterial

figura1

figura7

COMPLICAÇÕES RENAIS

Manifestações renais documentadas: 

  • Proteinúria: aumento da excreção proteica urinária, frequentemente associada à hiperfiltração glomerular e glomeruloesclerose segmentar e focal
  • Dano estrutural renal: lesões histológicas documentadas- glomeruloesclerose segmentar e focal, fibrose intersticial e lesão tubular descritas em estudos histopatológicos
  • Alterações de parâmetros laboratoriais: elevação de marcadores de disfunção renal
  • Hipertensão: contribui para lesão renal progressiva

Os mecanismos mais bem estabelecidos incluem ativação do SRAA, aumento da endotelina, estresse oxidativo, inflamação e superexpressão do TGF-β.

MORTALIDADE A LONGO PRAZO COM USO DE ANABOLIZANTES

Coorte dinamarquesa demonstrou aumento de aproximadamente três vezes no risco de morte entre usuários de EAA

Seguimento de dois grupos de indivíduos, sendo um deles formado por homens barrados no doping e suspenso por 2 anos das atividades por uso de esteroides anabolizantes comparado com grupo controle não usuário de Jan 206 a Março de 2018. Análise de mortalidade:

figura8

 figura10

figura11

Análise dos resultados mostrou um HR of 2.81 (95% CI, 1.98-3.99; P < .001) no número total de óbitos durante o seguimento, para os usuários de esteroides anabolizantes, quando comparado aos não usuários.

Outros estudos de seguimento demonstram mortalidade aumentada em usuários de EAA: 

  • Estudo dinamarquês com 11 anos de seguimento mostrou risco substancialmente elevado de eventos cardiovasculares fatais
  • Estudo finlandês com powerlifters: mortalidade de 12,9% (idade média ao óbito: 43 anos) versus 3,1% em controles
  • Principais causas de morte: infarto agudo do miocárdio e suicídio

MENSAGENS PRINCIPAIS

✔ Não existe dose recreativa comprovadamente segura.

✔ Os efeitos são dependentes da dose, duração e associação com outros PIEDs.

✔ Muitos efeitos são parcialmente reversíveis, porém alguns permanecem permanentes.

✔ O risco cardiovascular é hoje sustentado por estudos de coorte.

✔ A nefrotoxicidade ocorre por múltiplos mecanismos diretos e indiretos.

✔ O uso recreativo representa um importante problema de saúde pública.

O tratamento baseia-se, primordialmente, na cessação do uso dos esteroides anabolizantes, associada a medidas de reabilitação clínica, física, nutricional e psicológica.

Paralelamente, a difusão de informações de forma responsável, consciente e baseada em evidências é fundamental para a prevenção do uso indiscriminado e de suas complicações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Basaria S, Wahlstrom JT, Dobs AS. Clinical review 138: Anabolic-androgenic steroid therapy in the treatment of chronic diseases. J Clin Endocrinol Metab. 2001 Nov;86(11):5108-17. doi: 10.1210/jcem.86.11.7983. PMID: 11701661.2
2. Smit DL, de Hon O, Venhuis BJ, den Heijer M, de Ronde W. Baseline characteristics of the HAARLEM study: 100 male amateur athletes using anabolic androgenic steroids. Scand J Med Sci Sports. 2020 Mar;30(3):531-539. doi: 10.1111/sms.13592. Epub 2019 Nov 21. PMID: 31663164.
3. Kersey RD, Elliot DL, Goldberg L, Kanayama G, Leone JE, Pavlovich M, Pope HG Jr; National Athletic Trainers' Association. National Athletic Trainers' Association position statement: anabolic-androgenic steroids. J Athl Train. 2012 Sep-Oct;47(5):567-88. doi: 10.4085/1062-6050-47.5.08. PMID: 23068595; PMCID: PMC3465038.
4. Bond P, Smit DL, Verdegaal T, de Ronde W. Preventing Atherosclerotic Cardiovascular Disease in Young Male Androgen Abusers. Clin Cardiol. 2026 Feb;49(2):e70257. doi: 10.1002/clc.70257. PMID: 41711186; PMCID: PMC12917856.
5. Bhasin S, Hatfield DL, Hoffman JR, Kraemer WJ, Labotz M, Phillips SM, Ratamess NA. Anabolic-Androgenic Steroid Use in Sports, Health, and Society. Med Sci Sports Exerc. 2021 Aug 1;53(8):1778-1794. doi: 10.1249/MSS.0000000000002670. PMID: 34261998.
6. Botman E, Smit DL, de Ronde W. Clinical question: How to manage symptoms of hypogonadism in patients after androgen abuse? Clin Endocrinol (Oxf). 2023 Apr;98(4):469-472. doi: 10.1111/cen.14686. Epub 2022 Feb 17. PMID: 35133022.
7. Skrzypiec-Spring M, Rozmus J, Abu Faraj G, Brawańska-Maśluch K, Kujawa K, Szeląg A. Abuse of Anabolic-Androgenic Steroids as a Social Phenomenon and Medical Problem-Its Potential Negative Impact on Reproductive Health Based on 50 Years of Case Report Analysis. J Clin Med. 2024 Oct 2;13(19):5892. doi: 10.3390/jcm13195892. PMID: 39407952; PMCID: PMC11478083.
8. Gnanapandithan K, Karthik N, Singh A. Rhabdomyolysis and Acute Kidney Injury Associated with Anabolic Steroid Use. The American Journal of Medicine, 2019; 132, e652-e653.
9. Heras Benito M, Rodríguez Tudero C. Testosterone and anabolic androgenic steroids: Impact on acute kidney injury. Nefrologia (Engl Ed). 2026 Jul 13:501589. doi: 10.1016/j.nefroe.2026.501589. Epub ahead of print. PMID: 42443045.
10. Davani-Davari D, Karimzadeh I, Khalili H. The potential effects of anabolic-androgenic steroids and growth hormone as commonly used sport supplements on the kidney: a systematic review. BMC Nephrol. 2019 May 31;20(1):198. doi: 10.1186/s12882-019-1384-0. PMID: 31151420; PMCID: PMC6545019.
11. Parente Filho SLA, Gomes PEAC, Forte GA, Lima LLL, Silva Júnior GBD, Meneses GC, Martins AMC, Daher EF. Kidney disease associated with androgenic-anabolic steroids and vitamin supplements abuse: Be aware! Nefrologia (Engl Ed). 2020 Jan-Feb;40(1):26-31. English, Spanish. doi: 10.1016/j.nefro.2019.06.003. Epub 2019 Oct 1. PMID: 31585781.
12. Liu JD, Wu YQ. Anabolic-androgenic steroids and cardiovascular risk. Chin Med J (Engl). 2019 Sep 20;132(18):2229-2236. doi: 10.1097/CM9.0000000000000407. PMID: 31478927; PMCID: PMC6797160.
13. Windfeld-Mathiasen J, Heerfordt IM, Dalhoff KP, Andersen JT, Andersen MA, Johansson KS, Biering-Sørensen T, Olsen FJ, Horwitz H. Cardiovascular Disease in Anabolic Androgenic Steroid Users. Circulation. 2025 Mar 25;151(12):828-834. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.124.071117. Epub 2025 Feb 13. PMID: 39945117.
14. Bond P, Smit DL, de Ronde W. Anabolic-androgenic steroids: How do they work and what are the risks? Front Endocrinol (Lausanne). 2022 Dec 19;13:1059473. doi: 10.3389/fendo.2022.1059473. PMID: 36644692; PMCID: PMC9837614.
15. Buhl LF, Christensen LL, Hjortebjerg R, Hasific S, Hjerrild C, Harders S, Lillevang-Johansen M, Glintborg D, Andersen MS, Thevis M, Kistorp C, Rasmussen JJ, Lindholt JS, Diederichsen ACP, Frystyk J. Illicit Anabolic Steroid Use and Cardiovascular Status in Men and Women. JAMA Netw Open. 2025 Aug 1;8(8):e2526636. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2025.26636. PMID: 40880090; PMCID: PMC12397887.
16. Scarth M, Jørstad ML, Reierstad A, Klonteig S, Torgersen S, Hullstein IR, Bjørnebekk A. Psychopathology among anabolic-androgenic steroid using and non-using female athletes in Norway. J Psychiatr Res. 2022 Nov;155:295-301. doi: 10.1016/j.jpsychires.2022.09.023. Epub 2022 Sep 21. PMID: 36170757.
17. Meagher S, Irwig MS, Rao P. Anabolic-androgenic steroids among recreational athletes and cardiovascular risk. Curr Opin Cardiol. 2025 Jul 1;40(4):221-229. doi: 10.1097/HCO.0000000000001235. Epub 2025 May 14. PMID: 40401476; PMCID: PMC12264803.
18. Sinha A, Deb VK, Datta A, Yadav S, Phulkar A, Adhikari S. Evaluation of structural features of anabolic-androgenic steroids: entanglement for organ-specific toxicity. Steroids. 2024 Dec;212:109518. doi: 10.1016/j.steroids.2024.109518. Epub 2024 Sep 24. PMID: 39322097.
19. RESOLUÇÃO CFM nº 2.333/2023 Publicado em: 11/04/2023 | Edição: 69 | Seção: 1 | Página: 226. https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2023/2333_2023.pdf
20. Odoardi S, Mestria S, Biosa G, Valentini V, Federici S, Strano Rossi S. An overview on performance and image enhancing drugs (PIEDs) confiscated in Italy in the period 2017-2019. Clin Toxicol (Phila). 2021 Jan;59(1):47-52. doi: 10.1080/15563650.2020.1770277. Epub 2020 Jun 1. PMID: 32475176.
21. Sinha A, Deb VK, Datta A, Yadav S, Phulkar A, Adhikari S. Evaluation of structural features of anabolic-androgenic steroids: entanglement for organ-specific toxicity. Steroids. 2024 Dec;212:109518. doi: 10.1016/j.steroids.2024.109518. Epub 2024 Sep 24. PMID: 39322097.
22. Mooney R, Simonato P, Ruparelia R, Roman-Urrestarazu A, Martinotti G, Corazza O. The use of supplements and performance and image enhancing drugs in fitness settings: A exploratory cross-sectional investigation in the United Kingdom. Hum Psychopharmacol Clin Exp. 2017; 32:e2619. https://doi.org/10.1002/hup.2619
23. de Melo Junior AF, Escouto L, Pimpão AB, Peixoto P, Brasil G, Ronchi SN, Pereira SA, Bissoli NS. Anabolic-androgen steroids: A possible independent risk factor to Cardiovascular, Kidney and Metabolic Syndrome. Toxicol Appl Pharmacol. 2025 Feb;495:117238. doi: 10.1016/j.taap.2025.117238. Epub 2025 Jan 22. PMID: 39855308.
24. Deacon C, Busby C, Rollins KE, Cameron I, Greenhaff P, Ollivere BJ. Anabolic medications for rehabilitation after hip fracture in older people. Cochrane Database Syst Rev. 2026 Jan 30;1(1):CD016226. doi: 10.1002/14651858.CD016226. PMID: 41614543; PMCID: PMC12856971.
25. Farooqi V, van den Berg ME, Cameron ID, Crotty M. Anabolic steroids for rehabilitation after hip fracture in older people. Cochrane Database Syst Rev. 2014 Oct 6;2014(10):CD008887. doi: 10.1002/14651858.CD008887.pub2. PMID: 25284341; PMCID: PMC6669256.
26. Windfeld-Mathiasen J, Heerfordt IM, Dalhoff KP, Andersen JT, Horwitz H. Mortality Among Users of Anabolic Steroids. JAMA. 2024 Apr 9;331(14):1229-1230. doi: 10.1001/jama.2024.3180. PMID: 38483396; PMCID: PMC10941020.
27. Blashill AJ, Calzo JP, Griffiths S, Murray SB. Anabolic Steroid Misuse Among US Adolescent Boys: Disparities by Sexual Orientation and Race/Ethnicity. Am J Public Health. 2017 Feb;107(2):319-321. doi: 10.2105/AJPH.2016.303566. Epub 2016 Dec 20. PMID: 27997246; PMCID: PMC5227934.
28. Schuurs HC, Walter Z, Hides L, Underwood M. A Systematic Review Investigating the Psychosocial Factors Influencing Initiation, Use and Subjective Experience of Performance and Image-Enhancing Drugs in Women Who Weight-Train. Drug Alcohol Rev. 2026 Feb;45(2):e70112. doi: 10.1111/dar.70112. PMID: 41651554; PMCID: PMC12880899.
29. Gestsdottir S, Kristjansdottir H, Sigurdsson H, Sigfusdottir ID. Prevalence, mental health and substance use of anabolic steroid users: a population-based study on young individuals. Scand J Public Health. 2021 Jul;49(5):555-562. doi: 10.1177/1403494820973096. Epub 2020 Dec 7. PMID: 33280527.